Happy The Man - Death's Crown - Cuneiform - 1999

 Uma das poucas bandas americanas que agradam ao ouvintes mais radicais de RP. Ela revelou o tecladista Kit Watkins, que mais tarde faria parte do Camel, além de ter extensa carreira solo. Este disco é composto por faixas antigas gravadas durante ensaios da banda em condições precárias. A Cuneiform conseguiu fazer um verdadeiro milagre ao resgatar este material inédito de 1974. Ótima capa.

Crucible - Tall Tales - Independent - 1998

 Banda americana de neo-progressivo que consegue reunir características folk a um som moderno em faixas longas, na sua grande maioria. As referências vão de Rush a Jethro Tull. Destaque para a suíte An Imp's Tale, com quase 21 minutos, contando a história de uma criatura presa dentro de uma garrafa. Recomendado.

Mascarada - Urban Names - Mellow Records - 1999

 Disco de estréia do duo espanhol formado por Daniel Mares (baixo, guitarra, violão, programação, seqüências e vocais) e Juan Mares (teclados, flauta, percussão, loops, backing vocals e efeitos). O som alterna entre o progressivo moderno (com baterias eletrônicas e tapes pré-gravados) e o rock progressivo característico da década de 70. Destaque para a suíte Rupture. Belo trabalho gráfico, com um encarte preenchido com imagens relacionadas às letras. Um disco para ser ouvido mais de uma vez, pois na primeira audição você poderá estranhar.

Eclipse - Tributes - Demo CD

 Na época do boom de bandas cover (década de 80), tivemos a felicidade de presenciar uma banda que tocava músicas de uma das bandas mais significativas do rock progressivo: Pink Floyd. Há uma certa concordância quando se diz que, tecnicamente, os músicos do Pink Floyd foram um tanto "relaxados", mas isto foi compensado pelo padrão melódico dados às suas músicas. Com o Eclipse, não podemos afirmar o mesmo. Há melodia e técnica em seus músicos. No caso do "EP" acima, onde temos novas versões para outras bandas, o panorama já é um pouco diferente. São faixas das bandas Emerson, Lake & Palmer e Gentle Giant, cujos músicos são extremamente técnicos, e nem sempre as suas composições primam pela melodia.

Tarkus (Manticore, Battlefield, Aquatarkus)

Olhando a formação abaixo, você poderá se assustar: aonde estão os teclados? É verdade! Uma cover do ELP sem teclados. Pode parecer um tanto inusitado, mas a música nos traz diversas possibilidades. Será que o ELP com guitarras seria tocado desta maneira? De qualquer forma, você irá estranhar a clássica introdução de Tarkus sem uma nota no teclado. Este foi substituído por flauta e guitarra. No decorrer da música - o que seria inevitável - o Eclipse conseguiu transformar o ELP: fez um arranjo Floydiano! Belos vocais femininos e a guitarra característica de David Gilmour. Adicione as flautas e o sax. Será incluida no Tributo ao ELP do selo HyberNation (EUA), que será lançado em breve. Temos diversas bandas, entre elas: Gerard, French TV, Ozone Quartet, Par Lindh e Mastermind. A formação para esta música:

Aloisio Campelo Jr. - guitarra e voz
Patricia Deschamps - guitarra e voz
Paulo Torres - baixo e voz
Sergio Conforti - bateria e percussão
Convidado: Edu Neves - flauta, sax soprano e sax tenor

The Sheriff

Incluída no recém-lançado Tributo "Fanfare for the Pirates" (1998) da Mellow Records, incluindo as seguintes bandas: Algebra, Mary Newsletter, Luz Escondida, entre outras.

Aloisio Campelo Jr.- guitarra e voz
Patricia Deschamps - guitarra e voz
Paulo Torres - baixo e voz
Sergio Conforti - bateria

Give It Back

O Gentle Giant tem uma legião de admiradores, mesmo com suas músicas de arranjos complexos. Ocorre o mesmo com esta faixa: apesar de curta, me parece muito voltada para músicos, o que pode afastar um outro tipo de audiência. Esta faixa foi incluída no tributo ao Gentle Giant chamado Giant Tracks (1997), do mesmo selo HyberNation, incluindo os seguintes artistas: Kevin Gilbert,  Mike Keneally, Advent, Steve Hahn e Phil Beane, dentre outros.

Aloisio Campelo Jr. - guitarra e backing vocals
Patricia Deschamps - lead e backing vocals
Paulo Torres - baixo, teclado e backing vocals
Sergio Conforti - bateria e percussão

Resumindo: a banda leva com muita honra o nome do Brasil para os tributos à grandes bandas do progressivo mundial. Contudo, aguardamos ansiosos o material próprio da banda. Poderá o Eclipse fazer mais do que covers?